segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Caminhando e Cantando

Nina Simone - Love Me Or Leave Me

Eunice Kathleen Waymon mais conhecida pelo seu nome artístico, Nina Simone (Tryon, 21 de fevereiro de 1933  Carry-le-Rouet, 21 de abril de 2003) foi uma grande pianista, cantora e compositora americana.

Nina Simone se aventurou por vários estilos, desde o gospel, passando pelo soul, blues, folk e jazz. Foi uma das primeiras artistas negras a ingressar na renomada Juilliard School of Music, em Nova Iorque. Sua canção “Mississippi Goddamn” tornou-se um hino ativista da causa negra, e fala sobre o assassinato de quatro crianças negras numa igreja de Birmingham em 1963.

Nina esteve duas vezes no Brasil, gravou com Maria Bethania e seu último show ocorreu em 1997 no Metropolitan. Era uma intérprete visceral, compositora inspirada e tocava piano com energia e perfeição. Morreu enquanto dormia em Carry-le-Rouet em 2003.

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Concentração de gases de efeito estufa foi recorde em 2011


 

A acidez nos oceanos está aumentando, afetando a cadeia alimentar marinha e recifes de corais

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou nesta terça-feira (20) que a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera foi recorde em 2011. Entre 1990 e 2011, houve aumento de 30% no reforço radiativo, como é chamado o efeito que causa o aquecimento global. As informações são da Rádio das Nações Unidas.

O dióxido de carbono (CO2) foi o principal responsável pela alta. Sua concentração na atmosfera foi de mais de 390 partes por milhão no ano passado, um aumento de 140% na comparação com os níveis da era pré-industrial.

Futuro

Segundo a OMM, desde 1750, cerca de 375 bilhões de toneladas de carbono foram lançadas no ar, principalmente a partir da queima de combustível fóssil. Enquanto metade desse total de CO2 fica na atmosfera, a outra parte é absorvida pelos oceanos e pela biosfera terrestre.

O diretor-geral da OMM, Michel Jarraud, fez um alerta, destacando que emissões futuras de CO2 só vão piorar a situação, fazendo com que o planeta fique cada vez mais quente e tendo impacto em todos os aspectos da vida.

Equilíbrio

Já ações e processos que removem os gases de efeito estufa da atmosfera são considerados essenciais para um balanço do quadro. Florestas, solo e mares absorvem CO2 naturalmente. Jarraud lembra que a acidez nos oceanos está aumentando, afetando a cadeia alimentar marinha e recifes de corais.

Exame pretende identificar riscos de câncer de mama



Luan Santos

Oncovue promete diagnosticar os riscos de desenvolver a doença

Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama poderá ser diagnosticado antes mesmo de ser desenvolvido nas mulheres. Pelo menos é o que pretende o exame Oncovue, que promete diagnosticar os possíveis riscos de a mulher vir a ter a patologia. O exame chegou ao Brasil no primeiro semestre deste ano. Na Bahia, há seis profissionais credenciados para a realização do procedimento, três deles em Salvador.

Na capital, os mastologistas Anna Paola Gatto, Karla Kalil e Ezio Novais, baiano e presidente da Sociedade Mundial de Mastologia (SIS), são os credenciados. Segundo Karla, o Oncovue é confiável e pode ajudar na prevenção da doença. "Eu indico o exame para pacientes com histórico de câncer de mama em parentes de primeiro grau e que têm alguma doença genética", relata.

Caso o resultado aponte alto risco de a paciente desenvolver a patologia, Karla indica que a paciente retire as glândulas mamárias ou que faça consultas com maior frequência. A mastologista Anna Paola Noya Gatto chama a atenção, no entanto, para um ponto importante. "Vale ressaltar que o exame não dá o diagnóstico, mas sim o grau de risco de a mulher vir a ter a doença", esclarece.

Análise - O exame, desenvolvido em 2008 nos EUA pelo cientista Eldon Jupe, chegou ao Brasil no primeiro semestre deste ano e é realizado a partir de amostras biológicas (DNA) da boca da paciente. A partir da análise deste material, será diagnosticado risco normal, moderado ou alto. De acordo com o consultor técnico da Oncovue, Paulo de Tarso Cruz, o primeiro passo para a realização do exame é a coleta de amostra biológica, feita por meio de um tubo contendo de 10 a 15 ml de enxaguatório bucal.

"O exame não é encontrado em farmácias ou hospitais. Apenas um médico credenciado pode realizar o Oncovue", afirma o mastologista. Após recolhidas, as amostras são enviadas aos EUA para a análise, feita pelo laboratório Intergenetics, que desenvolveu o procedimento. O resultado é enviado, via e-mail, após cerca de 21 dias para o médico, que informará a paciente.

De acordo Eldon Jupe, o Oncovue é resultado de 10 anos de estudos e já aprovado e válido para todas as mulheres. "Com o Oncovue, poderemos modificar a incidência do câncer de mama, a partir do momento em que poderemos ter conhecimento de problemas futuros".

Preço - Apesar de inovador, o exame ainda não é acessível a todas as camadas da população. De acordo com Cruz, o teste custa em torno de US$ 4 mil (cerca de R$ 8 mil). Os pesquisadores que desenvolveram o Oncovue estimam precisão maior que 99,999%, mas alguns especialistas consideram que ainda é cedo para fazer tal afirmação, já que é necessário concluir estudos referentes à sua eficácia com pacientes brasileiros.

"É um exame que ainda não tem utilidade. As populações brasileira e norte-americana são diferentes. Por isso estamos realizando novos estudos, que devem ser concluídos no próximo ano", considera o presidente da Sociedade Brasileira da Mastologia, Carlos Alberto Ruiz. Para Ezio Novais Dias, o exame é promissor do ponto de vista da prevenção do câncer de mama, mas considera cedo para falar em 99% de previsão. "A comunidade científica ainda aguarda outros resultados que comprovem a eficácia do Oncovue", ressalta.

Prevenção - Embora a chance de cura do câncer de mama chegue a 95% caso a detecção seja precoce, uma parcela das mulheres brasileiras ainda vê a doença como incurável. Levantamento divulgado no último mês pelo Data Popular mostrou que, para 20% das mulheres, o diagnóstico da patologia é praticamente uma sentença de morte.

Além disso, estudo feito em centros de oncologia do Brasil, entre 2006 e 2009, mostrou que apenas 20% das mulheres com câncer de mama no País são diagnosticadas no estágio inicial da doença. Nos EUA, o índice é de 61%. Especialistas afirmam que estes dados evidenciam a falta de informação sobre o câncer de mama, o que representa um obstáculo para a prevenção da patologia. Para eles, a principal forma de prevenir a doença é o diagnóstico precoce.

Ruiz diz que as mulheres têm medo do diagnóstico. "A informação pode desmistificar este medo. É preciso conscientizar de que existe vida além do câncer", salienta. O presidente da SIS, Ezio Novais, explica que não existe outro mecanismo para evitar a doença além da mamografia anual em mulheres acima dos 40 anos e informa que a patologia é mais comum entre os 40 e 65 anos.

O profissional lembra ainda que o autoexame não fornece o diagnóstico do câncer no estágio inicial. "Ele diagnostica apenas quando o nódulo está com 1 cm ou 1,5 cm, já em estágio avançado. Por isso, a melhor maneira de prevenção é a mamografia anual", orienta.

 Fonte: A Tarde

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Caminhando e Cantando

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Louis Armstrong - What a Wonderful World

 

Cidade Bicicleta: obras devem começar no 1º semestre de 2013



Foto do Blog  Doce Amora

Em junho deste ano, ciclistas de Salvador fizeram evento para pedir mais ciclovias e estrutura na cidade
Falar em "projetos de mobilidade urbana em Salvador" já causa desconfiança na população da capital baiana, devido ao longo período sem a conclusão do prometido Metrô. Mas o tema aqui em questão requer uma mudança de mentalidade, seja por parte da esfera governamental, privada e do público.
É o Cidade Bicicleta, projeto da Conder (Companhia de Desenvolvimento Urbano do Governo do Estado da Bahia), que promete entregar a Salvador uma malha de 217 quilômetros em ciclovias e ciclofaixas, o que pode tornar a capital baiana a cidade brasileira com maior oferta de vias para o uso da "magrela" no país.
Orçado em sua totalidade no valor de R$ 40 milhões, o Cidade Bicicleta já está em curso, com a abertura de licitações para os projetos executivos de cinco etapas: os trechos da Arena Fonte Nova (etapa A, 5,47 km), Centro Antigo (etapa B, 13,74 km), Centro-Orla (etapa C, 14,01 km), Orla (etapa D, 16,06 km) e Itapagipe (etapa E, 14,6 km).
A promessa é que as obras comecem de fato entre os meses de maio e junho de 2013. Quem garante é o superintendente de desenvolvimento urbanístico da Conder, Antônio Brito.
"Com o resultado da licitação, o vencedor terá quatro meses para desenvolver o projeto executivo, o que deve acontecer até o final de março (de 2013). Depois, será aberta uma nova licitação para a obra, que ocorrerá entre abril e maio. Então, é possível que o início das obras aconteçam entre o final de maio e o início de junho".
As obras começam pela realização dos trechos da etapa A (entorno da Arena Fonte Nova) e etapa B (Centro Antigo), que terão os resultados das licitações do projeto executivo divulgados no próximo 21 de novembro. O custo estimado para estas duas etapas é de R$ 3.919.800,00. As outras etapas tem previsão de custo estimado em R$ R$ 6.134.280,00 (etapas C e D, Circuito Centro-Orla e Orla) e R$ 2.978.400,00 (etapa E, Itapagipe). No dia 3 de dezembro, serão divulgados os vencedores dos editais do projeto executivo do Cidade Bicicleta  para as etapas C, D e E. 
Apesar de ter o início de sua implementação no vácuo das obras para a realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014, com verbas do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e do próprio governo estadual, Antônio Brito afirma que o projeto do Cidade Bicicleta foi feito principalmente pensando na classe de renda mais baixa.
Segundo pesquisa feita pela Conder em Salvador, em 2009, 60% dos usuários de bicicletas na capital baiana não tem renda ou ganham até uma salário mínimo. Além disso, 66% dos entrevistados declararam usar o veículo não motorizado para trabalhar.
"O Cidade Bicicleta foi pensado para eles. O projeto surgiu como um desenvolvimento de transporte não motorizado para Salvador. A Copa só veio a ajudar o início da sua implementação, mas não se restringe ao entorno da Arena ou locais de visitação turística. A malha chega ao Subúrbio, Lauro de Freitas... . Estas pessoas já se locomovem na cidade com bicicleta, até por não ter dinheiro para outros tipos de transporte. Precisamos oferecer a elas uma mobilidade sem que tenham sua segurança comprometida devido aos veículos. Na nossa pesquisa, 84% dos entrevistados indicou a segurança no trajeto como o maior problema", diz Brito.


Escrito por Lucas Cunha 
 Fonte: A Tarde

O LÍDER APRENDENDO A CONTROLAR AS SUAS EMOÇÕES


 LIDERANÇA E LÍDER

A liderança está atrelada ao poder, autoridade e influência, por conta disso devemos analisar esses três conceitos. O poder é, de acordo com Lino (2006), a capacidade de a pessoa transformar o espaço em que vive, ou seja, a competência de um indivíduo em interferir, e até mesmo, direcionar as atitudes, opiniões e comportamentos de outra pessoa na medida em que controla as ações desta.
Já, a autoridade é pautada na habilidade, na relação entre recompensas e obrigações, além de garantir a influência de um indivíduo sobre os demais membros da empresa, no que se refere ás atitudes, ao comportamento e as emoções.
A influência está, conforme Lino (2006), ligada ao fato do sujeito acreditar que os aspectos internos ou externos de uma organização direcionam os seus pensamentos, conduzem seu comportamento e atos.
Dessa forma, a liderança engloba esses conceitos, e ela é denominada como a função na qual uma pessoa se enquadra dentro do grupo, além do mais, é um processo de influência que acontece no meio organizacional e é compartilhado entre a equipe. Neste caso, cada membro deve liderar no determinado momento ou em certos setores, tendo o objetivo de atingir o resultado satisfatório para instituição.
Podemos ressaltar que essa concepção se assemelha a ideia de liderança defendida por Hunter (2004, p.25), a qual diz ser uma “habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum”. Com isso, o líder deve está atento às necessidades e interesses do grupo, buscando estimular os funcionários, a fim de colaborar para um ambiente mais agradável e participativo em que todos se sintam parceiros da empresa a ponto de alcançar as metas dessa corporação.
Segundo Bittel (1982, p.40), “liderança é o artifício de fazer com que outras pessoas o sigam e façam voluntariamente aquilo que você deseja que elas façam”. É fundamental que o líder tenha um bom relacionamento com os seus colaboradores, e possa de maneira harmoniosa e argumentativa convencê-los a seguirem as suas prescrições, mas sempre respeitando e estando aberto para as sugestões da equipe.
Assim, a pessoa é considerada uma líder quando ela assume as suas responsabilidades, valoriza o esforço dos seus seguidores, reconhece as suas falhas e limitações e sabe lidar com as suas emoções, enfim, tendo essa postura de liderança não só dentro da empresa, mas também, nas demais esferas sociais, como no seu bairro, no ciclo de amizade, na família.


O LÍDER E O CONTROLE DAS EMOÇÕES


Antes de analisamos os diferentes caminhos que o líder deve seguir para administrar as suas emoções, faz-se necessário conhecermos o conceito de emoção para melhor compreensão do texto.
Segundo Daniel Goleman (2007), a palavra emoção significa: “impulso para agir, planos instantâneos para lidar com a vida que a evolução nos inferiu”. Neste sentido, o ato de se emocionar implica em agir e reagir a diversas situações, tornando a vida mais dinâmica. E a depender da circunstância uma ou várias emoções podem aflorar no indivíduo. Visto que há centenas de emoções com combinações ou divergências coexistindo em uma pessoa.
Existem, de acordo com Lino (2006), emoções qualificadas como positivas ou negativas. As positivas causam sensações de prazer e tranquilidade naquele que as sente, como é o caso da alegria, esperança, amor, coragem, paciência. E as negativas provocam o inverso, muitas vezes, um stress ou mal-estar para o corpo. Elas são: raiva, ódio, ira, tristeza, inveja.
Tais emoções são partes integrantes da natureza humana, logo, o líder, por ser um humano, também as possui. Desse modo, ele deve saber controlar as suas emoções, sobretudo as negativas. Controlar não no sentido de reprimi-las, pois pode desencadear uma doença, e sim entender as emoções e usá-las ao seu favor.
A partir dos estudos e orientações dos psicólogos, observamos que para o líder controlar as suas emoções de maneira inteligente, é de antemão primordial que ele exercite o autoconhecimento, identificando seus pontos fracos e fortes, descobrindo formas de aprender a se motivar.
Conforme Goleman (2007), o líder só consegue controlar suas emoções mediante a autoconsciência, a qual significa reconhecer as emoções e as situações que geram raiva, ira, medo, angústia, ódio, insegurança, e a partir disso desenvolver um dialogo interno construtivo, criticando o seu pensamento e transformando essas emoções negativas em uma maturação interna. Uma vez que, as mesmas necessitam ser contidas e administradas para não torna o ambiente de trabalho um local de desarmonia e insatisfação.
Partindo do pressuposto que a autocrítica é determinante para o equilíbrio emocional do líder, pois o faz repensar as suas atitudes perante aos seus subordinados, em um dado momento que julgue incoerente o seu posicionamento, mostrar-se-á arrependido e corrigirá o erro.
Quando o gestor sabe administrar suas emoções e entende que elas afetam indiretamente o comportamento dos seus colaboradores e possivelmente a produção, ele consegue obter vantagens e ter uma maior facilidade de seguir regras que regulam a notoriedade da política da empresa. Isso porque cada emoção desperta um tipo de reação a depender do indivíduo e o ato gerado pode trazer benefícios ou malefícios.
Na concepção de Goleman (2007), é mais importante o líder agir de maneira emocionalmente inteligente nas reuniões da empresa e na relação com os seus colaboradores, clientes e superiores, e compreender as emoções dessas pessoas do que as suas habilidades intelectuais para atingir o sucesso.
Cury (2008), ainda enfatizava que se soubermos lidar com as nossas emoções e as alheias, provavelmente agiremos de forma mais coerente nos momentos de conflitos, pois deixaremos a pessoa que cometeu algum deslize se acalmar, para só depois, conversarmos com ela sobre o fato, apontando os seus erros e indicando soluções. Podemos afirmar que o líder que tem essa atitude, evitar maiores conflitos e desavenças no trabalho.

CONCLUSÃO

Levando-se em consideração todos os fatos abordados no texto, concluímos que o controle das emoções parte do pressuposto que o líder enquanto uma figura que representa a liderança seja ela de uma empresa, ou de um setor específico, necessita ter o pleno domínio, controle e equilíbrio das suas próprias emoções, para que assim ele possa mediar e intervir , quando necessário em situações conflituosas que venha a prejudicar o desenvolvimento e a motivação dos funcionários envolvidos, ocorridas no ambiente de trabalho e geradas por seus colaboradores. O líder não pode permitir que suas emoções colaborem para resultados que fujam do controle, como já foi constatado, quando  as pessoas que não conhecem profundamente o seu eu e não fazem o exercício de reflexão, na perspectiva de repensar seus atos e atitudes, não obtém o domínio das suas emoções. Logo não terão como controlar as emoções dos seus ajudantes, para que estes venham a contribuir para um ambiente mais harmonioso.
É importante dizer que os grupos de trabalho precisam estar motivados de maneira que todos devem se sentir pertencentes à companhia, estando bem relacionados, pois sabemos que esses fatores contribuem para o bem estar da pessoa e do grupo, existindo mais qualidade de vida no ambiente de trabalho, aumentando a produtividade e o desempenho de cada um, trazendo assim resultados positivos para toda a organização. O líder necessita está atento às relações interpessoais entre os empregados, a fim de evitar possíveis problemas a ter que resolver. Deste modo, o gestor não deve admitir que possíveis conflitos chegue à influenciar negativamente na convivência dos funcionários, impactando nos lucros da corporação.
Portanto, o controle das emoções, mesmo para aqueles que o sobrepujam, é tarefa difícil, visto que, mesmo o líder tendo a informação e o equilíbrio do que é imprescindível saber para administrar suas emoções, ele também está sujeito a perder este domínio. Sendo assim, entendemos que o controle das emoções é algo que está muito intrínseco no indivíduo e é determinante a situação vivida. O autoconhecimento, ter autocrítica e refletir sobre seus atos e atitudes vão permitir, assim, possíveis melhorias e garantir o êxito nas organizações e nas relações hierárquicas dentro do ambiente de trabalho.

REFERÊNCIAS


ALONSO, Vera Lucia Chaves; EVANGELISTA, Armindo Aparecido; JUNIOR, Nelson Alonso ;  JUNIOR,  Sergio Braga;  RAMOS, Andre Luiz. Inteligência Emocional dos Gestores de Pequenas e Médias Empresas. VIII Simpósio de Excelência em Gestão
 e Tecnologia. Disponível em: http://www.aedb.br/seget/artigos11/23914207.pdf. Acesso em: 11 de julho de 2012

BITTEL, Lester R. Supervisão eficaz. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1982.
COUTO , Elisama de Souza Aguiar;  JUNQUEIRA, Fernanda Campos; PEREIRA, Marlon Kenupp da Silva. A Importância da Inteligência Emocional na Atuação de um Líder. VIII Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia- SETeG. Disponível em: http://www.aedb.br/seget/artigos11/38814405.pdf. Acesso 10 de julho de 2012

CURY, Augusto. Oitavo código da inteligência: código do eu como gestor da emoção. In: O código da inteligência: a formação de mentes brilhantes e a busca pela excelência emocional e profissional. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil/Ediouro, 2008.

GOLEMAN, Daniel, ph.D. Inteligência Emocional. Rio de Janeiro. Objetiva, 2007
HUNTER, James C. O monge e o executivo. Rio de Janeiro: Sextante, 2004.
LINO, Tiago Alexandre Lopes R. Liderança emocional. Trabalho de licenciatura- Universidade Autônoma de Lisboa, 2006.Portal dos psicólogos.Disponível em: http://www.psicologia.pt/artigos/textos/TL0055.pdf. Acesso 10 de julho de 2012

VALLE, Patrícia Barroso do. Inteligência emocional no trabalho: um estudo exploratório. 48 f. Dissertação - (Mestrado profissionalizante em administração) – Faculdade de Economia e Finanças IBMEC, Rio de Janeiro, 2006.  Disponível em:

Planejamento Familiar


 PLANEJAMENTO FAMILIAR

           Planejamento familiar direito assegurado pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei 9.263/96, fala sobre um conjunto de ações planejadas que possibilitem as pessoas optarem por ter filhos ou adiar o aumento do número de membros da família. Essa prática previne gravidez indesejada, gestações com grau de risco e partos com maior espessamento de tempo.
          Uma Política de Planejamento Familiar foi instituída no Brasil a partir de 2007 que abrange vários métodos contraceptivos gratuitos ou a preços reduzidos. A mulher tem a possibilidade de optar pela forma mais adequada, na concepção dela, de fazer esse controle. Existem vários programas de saúde no sentido de orientar as mulheres sobre esse assunto.
         Os métodos contraceptivos são utilizados por pessoas que tem vida sexual ativa e querem evitar uma gravidez. Há métodos reversíveis, também chamados de temporários, aqueles que ao deixarem de ser utilizados, permitiram uma gravidez e os métodos irreversíveis conhecidos como definitivos são aqueles que exigem intervenção cirúrgica, como vasectomia para os homens e laqueadura tubária para as mulheres.
          Além disso, eles também protegem de doenças sexualmente transmissíveis. Os vários métodos contraceptivos disponíveis, como a camisinha masculina e feminina, o dispositivo intra-uterino (DIU), contracepção hormonal oral (pílula) e injetável, implantes, espermicida, abstinência periódica, contracepção cirúrgica e de emergência, dentre outras.
         Falando sobre tantos métodos contraceptivos disponíveis no mercado, torna-se necessário e indispensável o acompanhamento de um profissional de medicina para melhor definir a escolha de qual método deve ser utilizado, pois levará em consideração características pessoais de cada paciente, idade, vida sexual ativa ou não, fatores reprodutivos e saúde em geral.        

 DESCONTROLE DA NATALIDADE

          Notícias diversa falada e escrita apontam para um cenário de abandono e total desinteresse sobre Planejamento Familiar e Controle da Natalidade, um tema de suma importância, que hoje é considerado como um dos principais problemas que o governo enfrenta. Os aspectos históricos, geográficos, sociais, antropológicos e culturais, revelam o quanto esses dois fenômenos se bem operacionalizados, contribuem para o desenvolvimento de um País.  Na contramão, o Brasil, pelos dados estatísticos optou pelo descontrole da natalidade, visto que com o crescimento indiscriminado da população principalmente menos favorecida, gerando sérios problemas sociais de vários níveis como: êxodo rural, concentração desordenada da população, gerando desigualdade social, aumento no número de abortos clandestinos, mortalidade infantil, abandono de incapaz, má formação educacional básica, gerando desemprego e outros.
        O fenômeno do descontrole da natalidade é algo gigantesco que emperra e contribui negativamente para progresso nacional. Novas estratégias devem ser implementadas no sentido de combater tal fenômeno, pois só assim, através de medidas de médio e longo prazo, terá possibilidade de amenizar e quem sabe até diminuir problemas dessa ordem.         

 CONTROLE DA NATALIDADE

        O Controle da Natalidade é um conjunto de medidas organizadas adotadas pelo governo, no sentido de conscientizar a população menos favorecida, que voluntariamente limite o número de filhos pretendidos pelo casal, levando em consideração as condições econômicas da família, com intuito de possibilitar melhor qualidade de vida dos mesmos.
        O Brasil é um país que vive um grande dilema, apesar de ter grandes áreas disponíveis, tem uma população que cresce desordenadamente, mal distribuída e sem planejamento, e óbvio, sem nenhum controle de natalidade.
       Precisamos desenvolver Políticas Públicas que impliquem numa melhor distribuição de renda e da população, através de programas sérios que pudessem atingir o epicentro do problema. Está claro que precisamos repensar urgentemente nossas políticas, pois não estão compatíveis com a realidade, as classes de menor poder aquisitivo não podem viver na miséria ou de bolsa família, onerando, e muito, o orçamento da União, o povo precisa estudar, se especializar, trabalhar e criar novas perspectivas de vida.
        O controle da natalidade pode não ser a melhor solução, mais nos faz repensar a possibilidade de reorganizar melhor o nosso futuro. Os países mais desenvolvidos tratam essa questão com muita seriedade, administra seriamente com eficiência e eficácia o controle da natalidade, pois crescimento econômico está aliado a um conjunto de outros fatores sociais que definem  melhor as reais necessidades de como enfrentar adequadamente nossa realidade.
         O descontrole da natalidade existe, conhecimento disponível tem, pessoas qualificadas e comprometidas para resolver o assunto existem, basta que os governantes encarem de frente e, assumam com responsabilidade, transparência e seriedade o problema, que em médio e longo prazo teremos conseguido pelo menos o equilíbrio.          

CONTROLE DA NATALIDADE NO PRESÍDIO FEMININO  
       
        Através de um trabalho de pesquisa e uma sequência de entrevistas podemos observar que existe uma preocupação por parte da Instituição Prisional há uns dez anos, nesse sentido é que na maioria dos casos o descontrole se dá fora dos muros, ou seja, elas já chegam ao presídio grávidas, e que mesmo assim é desenvolvido um trabalho de conscientização com a população carcerária feminina com finalidade de conscientizar e orientar objetivando um melhor e maior  controle não só da natalidade, como prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada, através de métodos contraceptivos, acompanhamento pré- natal e por fim, se for o caso, o parto.
        O Presídio Feminino de Mata Escura tem capacidade de cento e vinte oito vagas, hoje abriga aproximadamente cento e oitenta internas, dentre as quais quatros estão gestantes e uma recém parida, segundo informações da direção, todas chegaram à Unidade Prisional grávidas, o que configura numa prática constante, confirmando mais uma vez que as Políticas Públicas extramuros não funcionam.
         Os serviços de saúde da mulher prestados no Presídio Feminino não chegam a ser perfeito, mais esforços não são poupados pelos profissionais da área, no sentido de esclarecer e atuar sobre planejamento familiar, controle da natalidade, tratamento de doenças sexualmente transmissíveis e prevenções. Apesar dos números não serem alarmantes, não se pode negligenciar as responsabilidades de cada profissional e seguimentos da sociedade.
       O fato é que o problema existe e, deve ser combatido de forma ética e eficaz, respeitando as opções de cada um sobre melhor método a ser escolhido e aplicado, preservando o princípio da dignidade da pessoa humana independente da situação que o indivíduo se encontre naquele momento.     
   
CONCLUSÃO

       O Brasil enfrente muita dificuldade em desenvolver Políticas Públicas na área de Planejamento Familiar. O controle da natalidade continua sendo um grande paradigma a ser quebrado, pois a falta de interesse público e o descaso sobre o assunto é acentuado. O descontrole da natalidade impera no país, as autoridades e a sociedade como todo não demonstra dá nenhuma importância a esse assunto, assim paga um preço muito alto pelas consequências trazidas em diversos setores do cenário nacional político, social e econômico, implicando profundamente no crescimento desordenado da população, gerando insegurança, má distribuição de renda. Dessa forma o crime organizado fica bem à vontade com ausência do Estado, desenvolvendo poder paralelo e agindo livremente possibilitando aumento nas frentes ilícitas de trabalho, passando a competir na contramão fomentando sistematicamente o encarceramento. Hoje o que se verifica são presídios superlotados, aumento nos índices de mulheres participando ativamente do crime, surgindo assim mais um problema no sistema carcerário (herança maldita) administrar problemas herdados extramuros trazidos agora intramuros passando conviver com essa nova realidade. Através desse estudo percebemos que mesmo com todas as dificuldades observadas, o descaso por parte das instituições envolvidas nesse processo deixa claro que o descontrole da natalidade se dá extramuros. Esforços não são poupados por parte da Unidade Prisional de Mata Escura, no sentido de orientar e esclarecer sua clientela para combater um problema de tamanha importância, o fato é que, as mulheres na sua maioria não engravidam no cárcere e sim, chegam grávidas da vida cotidiana na rua. O trabalho desenvolvido hoje é muito eficiente, não só de conscientização e orientação, mas de prevenir essa demanda através dos diversos métodos contraceptivos utilizados para prevenção e controle melhor da natalidade ou de gravidez indesejada, vale salientar que tudo isso é de forma opcional, da vontade da pessoa. Gestores dessa Unidade Prisional informa que os números falam por se só, num universo de cento e oitenta presas aproximadamente, apenas cinco estão gestante, das quais todas já chegaram nesse estado.
       O sistema carcerário, ou seja, Presídio Feminino de Mata Escura localizado em Salvador Bahia, com todas as dificuldades existentes, desenvolve um bom trabalho nesse aspecto, mesmo assim clama as autoridades que viabilizem e ampliem políticas públicas externa de curto, médio e longo prazo que contemplem melhor essa temática, no sentido de que intramuros os reflexos não sejam absorvidos com tamanha carga. Assim, talvez tenhamos um presídio mais humano e quem sabe a diminuição de mais um problema dentre tantos outros existentes.
       O planejamento familiar com foco no controle da natalidade implica diretamente na desigualdade social, pois podem diminuir o abandono de crianças, índices de mortalidade infantil e ainda contribui, inibindo a violência entre jovens e aumenta possibilidades de emprego.
                                                                                                                                     
REFERÊNCIAS

DEPEN. População carcerária brasileira. (qüinqüênio 2003 – 2007). Evolução & prognósticos. 25. Brasília: Ministério da Justiça/ Departamento Penitenciário Nacional. s/d.
ESPINOZA, Olga. A mulher encarcerada em face do poder punitivo. São PAULO: IBCCrim, 2004.
FAUSTO, B. Crime e Cotidiano: A criminalidade em São Paulo (1880-1924). 2 ed. São Paulo: Edusp, 2001.
FRINHANI, Fernanda de Magalhães Dias; SOUZA, Lídio de. Mulheres encarceradas e espaço prisional: uma análise de representação social. Revista psicologia: teoria e prática, n., Vitória, 2003. p.61-79.
G1 BRASIL. Brasil tem mais de 27 mil mulheres presas. Disponível em: <http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL751484-5598,00.html 07/09/08 > Acesso em: 12/mar/2009.
HEILBORN (1994), Maria Luiza. De que gênero estamos falando? In: Sexualidade, Gênero e Sociedade. ano 1, n° 2. CEPESC/IMS/UERJ, Rio de Janeiro, 1994.
LOBO, Irene. População carcerária feminina mais do que dobrou nos últimos cinco anos. 2008. Agencia Brasil. disponível em: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/01/26/materia.2008-01-26.6125037493/view Acesso em 21/mai/2009.
MISCIASCI, Elizabeth. Presídio de mulheres, breve introdução. Disponível em ‹http://www.eunanet.net/beth/revistazap/topicos/aumentocrime1.htm› Acesso em 22/06/09.

OLIVEIRA, Marcus V. Amorim de Oliveira. Criminalidade feminina: um fenômeno em transformação. Diálogo Jurídico. Disponível em ‹http: // www.ffb.edu.br .› Acesso em 12/mar/2009.
SALMASSO, Rita de Cássia. Criminalidade e condição feminina: estudo de caso das mulheres criminosas e presidiárias de Marília - Sp. Revista de Iniciação Científica da FFC. v. 4, n. 3, 2004. Unesp, Marília. Disponível em: <ww.portalppgci.marilia.unesp.br/ric/include/getdoc.php?> Acesso em: 30/abr/2009.
SANTANA, Hildete. Criminalidades entre mulheres, 2003. Disponível em <http://www.midiaindependente.org> acesso em 12/mar/2009.


Bahia é o terceiro estado em exploração infantil




Estado aparece no ranking atrás apenas de S. Paulo e Minas Gerais
É sob o sol do meio-dia que os irmãos João* e Iracema*, de 10 e 13 anos, trabalham limpando vidros nos semáforos da Avenida Antônio Carlos Magalhães para conseguir, ao final do dia,  dinheiro para comprar o pão que vai alimentar a mãe e os quatro irmãos. Moradores da comunidade da Polêmica, em Brotas, os jovens estão, desde 2011, fora das salas de aula. Na família dos dois, esta realidade é comum: nenhum dos irmãos está regularmente matriculado na escola.
Segundo João, a decisão de afastar os filhos da escola partiu da própria mãe, vendedora de água mineral nos semáforos, que, ao se separar do marido, precisou que os filhos trabalhassem para "ajudar a colocar comida dentro de casa". Hoje, o menino diz não sentir falta da escola. "Aqui também brinco e tenho amigos. Sei até fazer conta de multiplicar e dividir, de cabeça", gaba-se. Já Iracema conta que tem vontade de retornar à rotina escolar: "Eu gostava de fazer o dever de casa, pintar e de arrumar a minha mochila todos os dias. Hoje, não tem mais jeito, tenho que vir trabalhar. Mas minha mãe disse que ano que vem a gente vai voltar".
Estatísticas - Os dois não sabem, mas eles fazem parte de uma triste estatística: na Bahia, cerca de 290 mil crianças e adolescentes, de 10 a 17 anos, trabalham indevidamente, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2011, do Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa e Estatística (Pnad/IBGE). Em números absolutos, a Bahia ocupa o terceiro lugar no ranking dos estados com maior número de crianças e adolescentes trabalhadores, ficando atrás de São Paulo (553 mil) e Minas Gerais (349 mil). O número corresponde a 13,5% do total de crianças e adolescentes na mesma faixa etária do Estado. Em percentuais, a Bahia é o 10º estado no que se refere ao índice de trabalho infantojuvenil.
De acordo com o coordenador nacional do Programa Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil (Ipec), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Renato Mendes, o trabalho infantil, atualmente, assumiu um perfil diferente do que se observava em 1992, quando as políticas para a erradicação do problema se efetivaram. "Há 20 anos, quando foi criado o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti),  o perfil do pequeno trabalhador  explorado era diferente de hoje. Estudos comprovam que, hoje, 40% das crianças e adolescentes que trabalham já não fazem só por causa da pobreza, mas sim porque querem ter acesso aos bens da modernidade, como celular, smartphones, tablets, roupas", explica.
* Nomes fictícios



Escrito por Luana Almeida - A Tarde



Ética, Moral e Valores


ÉTICA MORAL E VALORES

       “O homem, quando guiado pela ética, é o melhor dos animais; Quando sem ela, é o pior de todos.” Aristóteles (384 – 322 a.c). O processo ético de uma gestão prisional de forma geral, não deve ser abordado, se antes não fizermos um breve passeio em três aspectos: o princípio ético, a moral e os valores, que devem ser bem digeridos, pois são de fundamental importância e terão papel significativo no discorrer desse artigo, apontando assim os mecanismos que facilitarão o entendimento da matéria.

ÉTICA

        É o método de agir das pessoas, a princípio pode parecer absolutamente individual, por consistir em uma ação praticada por um sujeito a partir de seu posicionamento no mundo e de uma decisão por ele tomada. Adquirem outras dimensões, quando verificamos que esse posicionamento envolve direta ou indiretamente, outros indivíduos e que mesmo apresentando-se como produto de uma escolha livre e consciente do sujeito, de fato, ele representa as circunstâncias históricas do agente, sua história pessoal e sua herança familiar e cultural. (Passos, 2004, p. 23)  

  MORAL

        Conjunto de normas, aceitas livres e conscientemente, que regulam o comportamento individual e social dos homens.
        A moral se diferencia da Ética por seu conteúdo explicativo no âmbito das idéias que definem certo e errado, justo e o injusto e o bom e o mal, e outros termos que prescrevem e moldam as ações humanas.
        A Ética esta ligada ao princípio e valores que norteiam a nossa conduta e a moral é a prática desses valores.

 VALORES

       São critérios segundo os quais valorizamos a desvalorizamos as coisas; são as razões que justificam e motivam as nossas ações, tornando-as preferíveis a outras.
        Os valores não são coisas, nem simples idéias que adquirimos mais conceitos que explicam nossas preferências, vários são os valores, como: Valores Éticos, referente às normas e critérios de conduta, ex: honestidade, verdade, lealdade, altruísmo, bondade; Valores Estéticos, referente à expressão, ex: harmonia, belo, feio, sublime e trágico; Valores Religiosos, referente ao homem com a transcendência, ex: sagrado, pureza, santidade, imparcialidade, cidadania, liberdade; e Valores Vitais, ex: saúde e força.
        "Os maiores problemas enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos se melhorarmos nossa compreensão do comportamento humano (...). O behaviorismo oferece uma alternativa promissora..." (SKINNER, 1974/2004, p.11).

ÉTICA NAS GESTÕES PRISIONAIS

       O sistema prisional brasileiro todos nós sabemos, se encontra em condições precárias em todos os sentidos: no que se refere à política sócio- econômica, um judiciário sucateado, código penal ultrapassado, gestores descompromissados com a reinserção social do preso, unidades prisionais fisicamente sem condições na sua maioria em abrigar os detentos, e uma série de outros problemas que afetam o cárcere brasileiro.
       Assim, é um grande desafio para os gestores desse ramo: ter, conseguir manter e servir ainda de exemplo ético e moral para uma sociedade vista como corrupta e passiva do “ jeitinho brasileiro”.
       Essa abordagem serve apenas para chamar atenção como o sistema prisional pode ser uma grande armadilha para seus gestores, com o advento do crime organizado que é um controle paralelo ao governo e, deve ser melhor observado, pois não só a corrupção ficou favorecida, mais também a possibilidade a uma espécie de barganha negativa como: seqüestros, extorsões, intimidações e ameaças a si e a outrem dificultando de forma contundente a manutenção da conduta e dos procedimentos éticos morais dos gestores prisionais.
       Entendermos que a ética independe do seguimento, ela é do homem, contudo a capacidade crítica e analítica de um gestor prisional deverão ser orientados pela observação das leis e por princípios éticos.
       Um gestor não terá dificuldade de administrar o sistema prisional, pautado nos princípios éticos, em valores que direcionam a conduta humana e o uso da moral, o seja, a prática desses valores, são ingredientes eficazes para o bom andamento da sua gestão.
       Agir eticamente deixa de ser uma escolha e passa então a ser imperativo,  estratégico para a sobrevivência. (SROUR,1994)     
 
CONCLUSÃO

       Dentro do que foi visto e exposto, a Ética no que se refere as gestões prisionais, não  difere das outras, pois entendemos que a ética é comportamento uniforme e deve ser inerente ao homem, alguns seguimentos da vida, exige mais por força da exposição, mas cabe principalmente aos gestores prisionais entenderem as responsabilidades e o significado de uma  postura ética e, conduzirem de forma moral as suas atitudes. Portanto apesar do sistema prisional ser uma porta aberta, uma possível armadilha para a quebra da moral e da ética, cabe aos gestores envolvidos nesse processo,  manterem-se firmes nos seus propósitos, fortalecendo cada vez mais seus valores éticos e morais e, servindo de exemplo para seus seguidores e comandados. “O comportamento que qualificamos de moral de tipos especiais de contingência sociais organizadas por governos, religiões, sistemas econômicos e grupos éticos. Precisamos analisar tais contingências se pretendermos construir um mundo em que as pessoas ajam moral e equitativamente, é um primeiro passo nessa direção é descartar a moralidade e a justiça como possessões pessoais.“ (Skinner 1974, p. 244). Desse modo, no que tange ao perfil do Gestor Prisional no quesito Ética, faz-se necessário adequar um conjunto com valores morais, de forma que impliquem diretamente nas diversas áreas do sistema Prisional gerenciando e modelando as atividades profissionais, no sentido de padronizar procedimentos que amenizaram sensivelmente o impacto nos padrões Éticos, possibilitando a formação de novas culturas de bem estar coletivo.        
                                                                                                                    
REFERÊNCIAS

VAZQUEZ, Adolfo S. Ética, Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, São Paulo 1999
PASSOS, Elizete. Ética nas Organizações, São Paulo: Atlas, 2004
Revista Maishumana, www.uff.br/maishumana. Acesso em 30 de julho de 2012
DINIZ, Eduardo Albuquerque Rodrigues. Realidade do Sistema Penitenciário Brasileiro. Jus Navigandi, Teresina. Ano 1, n1, Nov. 1996 disponível em: acesso 04 maio 2009.
COIMBRA, Jose de Ávila (org.). Fronteiras da Ética. São Paulo: Editora SENAC, 2002.
Revista Phrónesis, Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Filosofia da PUC-Campinas.