sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Planejamento Familiar


 PLANEJAMENTO FAMILIAR

           Planejamento familiar direito assegurado pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei 9.263/96, fala sobre um conjunto de ações planejadas que possibilitem as pessoas optarem por ter filhos ou adiar o aumento do número de membros da família. Essa prática previne gravidez indesejada, gestações com grau de risco e partos com maior espessamento de tempo.
          Uma Política de Planejamento Familiar foi instituída no Brasil a partir de 2007 que abrange vários métodos contraceptivos gratuitos ou a preços reduzidos. A mulher tem a possibilidade de optar pela forma mais adequada, na concepção dela, de fazer esse controle. Existem vários programas de saúde no sentido de orientar as mulheres sobre esse assunto.
         Os métodos contraceptivos são utilizados por pessoas que tem vida sexual ativa e querem evitar uma gravidez. Há métodos reversíveis, também chamados de temporários, aqueles que ao deixarem de ser utilizados, permitiram uma gravidez e os métodos irreversíveis conhecidos como definitivos são aqueles que exigem intervenção cirúrgica, como vasectomia para os homens e laqueadura tubária para as mulheres.
          Além disso, eles também protegem de doenças sexualmente transmissíveis. Os vários métodos contraceptivos disponíveis, como a camisinha masculina e feminina, o dispositivo intra-uterino (DIU), contracepção hormonal oral (pílula) e injetável, implantes, espermicida, abstinência periódica, contracepção cirúrgica e de emergência, dentre outras.
         Falando sobre tantos métodos contraceptivos disponíveis no mercado, torna-se necessário e indispensável o acompanhamento de um profissional de medicina para melhor definir a escolha de qual método deve ser utilizado, pois levará em consideração características pessoais de cada paciente, idade, vida sexual ativa ou não, fatores reprodutivos e saúde em geral.        

 DESCONTROLE DA NATALIDADE

          Notícias diversa falada e escrita apontam para um cenário de abandono e total desinteresse sobre Planejamento Familiar e Controle da Natalidade, um tema de suma importância, que hoje é considerado como um dos principais problemas que o governo enfrenta. Os aspectos históricos, geográficos, sociais, antropológicos e culturais, revelam o quanto esses dois fenômenos se bem operacionalizados, contribuem para o desenvolvimento de um País.  Na contramão, o Brasil, pelos dados estatísticos optou pelo descontrole da natalidade, visto que com o crescimento indiscriminado da população principalmente menos favorecida, gerando sérios problemas sociais de vários níveis como: êxodo rural, concentração desordenada da população, gerando desigualdade social, aumento no número de abortos clandestinos, mortalidade infantil, abandono de incapaz, má formação educacional básica, gerando desemprego e outros.
        O fenômeno do descontrole da natalidade é algo gigantesco que emperra e contribui negativamente para progresso nacional. Novas estratégias devem ser implementadas no sentido de combater tal fenômeno, pois só assim, através de medidas de médio e longo prazo, terá possibilidade de amenizar e quem sabe até diminuir problemas dessa ordem.         

 CONTROLE DA NATALIDADE

        O Controle da Natalidade é um conjunto de medidas organizadas adotadas pelo governo, no sentido de conscientizar a população menos favorecida, que voluntariamente limite o número de filhos pretendidos pelo casal, levando em consideração as condições econômicas da família, com intuito de possibilitar melhor qualidade de vida dos mesmos.
        O Brasil é um país que vive um grande dilema, apesar de ter grandes áreas disponíveis, tem uma população que cresce desordenadamente, mal distribuída e sem planejamento, e óbvio, sem nenhum controle de natalidade.
       Precisamos desenvolver Políticas Públicas que impliquem numa melhor distribuição de renda e da população, através de programas sérios que pudessem atingir o epicentro do problema. Está claro que precisamos repensar urgentemente nossas políticas, pois não estão compatíveis com a realidade, as classes de menor poder aquisitivo não podem viver na miséria ou de bolsa família, onerando, e muito, o orçamento da União, o povo precisa estudar, se especializar, trabalhar e criar novas perspectivas de vida.
        O controle da natalidade pode não ser a melhor solução, mais nos faz repensar a possibilidade de reorganizar melhor o nosso futuro. Os países mais desenvolvidos tratam essa questão com muita seriedade, administra seriamente com eficiência e eficácia o controle da natalidade, pois crescimento econômico está aliado a um conjunto de outros fatores sociais que definem  melhor as reais necessidades de como enfrentar adequadamente nossa realidade.
         O descontrole da natalidade existe, conhecimento disponível tem, pessoas qualificadas e comprometidas para resolver o assunto existem, basta que os governantes encarem de frente e, assumam com responsabilidade, transparência e seriedade o problema, que em médio e longo prazo teremos conseguido pelo menos o equilíbrio.          

CONTROLE DA NATALIDADE NO PRESÍDIO FEMININO  
       
        Através de um trabalho de pesquisa e uma sequência de entrevistas podemos observar que existe uma preocupação por parte da Instituição Prisional há uns dez anos, nesse sentido é que na maioria dos casos o descontrole se dá fora dos muros, ou seja, elas já chegam ao presídio grávidas, e que mesmo assim é desenvolvido um trabalho de conscientização com a população carcerária feminina com finalidade de conscientizar e orientar objetivando um melhor e maior  controle não só da natalidade, como prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada, através de métodos contraceptivos, acompanhamento pré- natal e por fim, se for o caso, o parto.
        O Presídio Feminino de Mata Escura tem capacidade de cento e vinte oito vagas, hoje abriga aproximadamente cento e oitenta internas, dentre as quais quatros estão gestantes e uma recém parida, segundo informações da direção, todas chegaram à Unidade Prisional grávidas, o que configura numa prática constante, confirmando mais uma vez que as Políticas Públicas extramuros não funcionam.
         Os serviços de saúde da mulher prestados no Presídio Feminino não chegam a ser perfeito, mais esforços não são poupados pelos profissionais da área, no sentido de esclarecer e atuar sobre planejamento familiar, controle da natalidade, tratamento de doenças sexualmente transmissíveis e prevenções. Apesar dos números não serem alarmantes, não se pode negligenciar as responsabilidades de cada profissional e seguimentos da sociedade.
       O fato é que o problema existe e, deve ser combatido de forma ética e eficaz, respeitando as opções de cada um sobre melhor método a ser escolhido e aplicado, preservando o princípio da dignidade da pessoa humana independente da situação que o indivíduo se encontre naquele momento.     
   
CONCLUSÃO

       O Brasil enfrente muita dificuldade em desenvolver Políticas Públicas na área de Planejamento Familiar. O controle da natalidade continua sendo um grande paradigma a ser quebrado, pois a falta de interesse público e o descaso sobre o assunto é acentuado. O descontrole da natalidade impera no país, as autoridades e a sociedade como todo não demonstra dá nenhuma importância a esse assunto, assim paga um preço muito alto pelas consequências trazidas em diversos setores do cenário nacional político, social e econômico, implicando profundamente no crescimento desordenado da população, gerando insegurança, má distribuição de renda. Dessa forma o crime organizado fica bem à vontade com ausência do Estado, desenvolvendo poder paralelo e agindo livremente possibilitando aumento nas frentes ilícitas de trabalho, passando a competir na contramão fomentando sistematicamente o encarceramento. Hoje o que se verifica são presídios superlotados, aumento nos índices de mulheres participando ativamente do crime, surgindo assim mais um problema no sistema carcerário (herança maldita) administrar problemas herdados extramuros trazidos agora intramuros passando conviver com essa nova realidade. Através desse estudo percebemos que mesmo com todas as dificuldades observadas, o descaso por parte das instituições envolvidas nesse processo deixa claro que o descontrole da natalidade se dá extramuros. Esforços não são poupados por parte da Unidade Prisional de Mata Escura, no sentido de orientar e esclarecer sua clientela para combater um problema de tamanha importância, o fato é que, as mulheres na sua maioria não engravidam no cárcere e sim, chegam grávidas da vida cotidiana na rua. O trabalho desenvolvido hoje é muito eficiente, não só de conscientização e orientação, mas de prevenir essa demanda através dos diversos métodos contraceptivos utilizados para prevenção e controle melhor da natalidade ou de gravidez indesejada, vale salientar que tudo isso é de forma opcional, da vontade da pessoa. Gestores dessa Unidade Prisional informa que os números falam por se só, num universo de cento e oitenta presas aproximadamente, apenas cinco estão gestante, das quais todas já chegaram nesse estado.
       O sistema carcerário, ou seja, Presídio Feminino de Mata Escura localizado em Salvador Bahia, com todas as dificuldades existentes, desenvolve um bom trabalho nesse aspecto, mesmo assim clama as autoridades que viabilizem e ampliem políticas públicas externa de curto, médio e longo prazo que contemplem melhor essa temática, no sentido de que intramuros os reflexos não sejam absorvidos com tamanha carga. Assim, talvez tenhamos um presídio mais humano e quem sabe a diminuição de mais um problema dentre tantos outros existentes.
       O planejamento familiar com foco no controle da natalidade implica diretamente na desigualdade social, pois podem diminuir o abandono de crianças, índices de mortalidade infantil e ainda contribui, inibindo a violência entre jovens e aumenta possibilidades de emprego.
                                                                                                                                     
REFERÊNCIAS

DEPEN. População carcerária brasileira. (qüinqüênio 2003 – 2007). Evolução & prognósticos. 25. Brasília: Ministério da Justiça/ Departamento Penitenciário Nacional. s/d.
ESPINOZA, Olga. A mulher encarcerada em face do poder punitivo. São PAULO: IBCCrim, 2004.
FAUSTO, B. Crime e Cotidiano: A criminalidade em São Paulo (1880-1924). 2 ed. São Paulo: Edusp, 2001.
FRINHANI, Fernanda de Magalhães Dias; SOUZA, Lídio de. Mulheres encarceradas e espaço prisional: uma análise de representação social. Revista psicologia: teoria e prática, n., Vitória, 2003. p.61-79.
G1 BRASIL. Brasil tem mais de 27 mil mulheres presas. Disponível em: <http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL751484-5598,00.html 07/09/08 > Acesso em: 12/mar/2009.
HEILBORN (1994), Maria Luiza. De que gênero estamos falando? In: Sexualidade, Gênero e Sociedade. ano 1, n° 2. CEPESC/IMS/UERJ, Rio de Janeiro, 1994.
LOBO, Irene. População carcerária feminina mais do que dobrou nos últimos cinco anos. 2008. Agencia Brasil. disponível em: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/01/26/materia.2008-01-26.6125037493/view Acesso em 21/mai/2009.
MISCIASCI, Elizabeth. Presídio de mulheres, breve introdução. Disponível em ‹http://www.eunanet.net/beth/revistazap/topicos/aumentocrime1.htm› Acesso em 22/06/09.

OLIVEIRA, Marcus V. Amorim de Oliveira. Criminalidade feminina: um fenômeno em transformação. Diálogo Jurídico. Disponível em ‹http: // www.ffb.edu.br .› Acesso em 12/mar/2009.
SALMASSO, Rita de Cássia. Criminalidade e condição feminina: estudo de caso das mulheres criminosas e presidiárias de Marília - Sp. Revista de Iniciação Científica da FFC. v. 4, n. 3, 2004. Unesp, Marília. Disponível em: <ww.portalppgci.marilia.unesp.br/ric/include/getdoc.php?> Acesso em: 30/abr/2009.
SANTANA, Hildete. Criminalidades entre mulheres, 2003. Disponível em <http://www.midiaindependente.org> acesso em 12/mar/2009.


Bahia é o terceiro estado em exploração infantil




Estado aparece no ranking atrás apenas de S. Paulo e Minas Gerais
É sob o sol do meio-dia que os irmãos João* e Iracema*, de 10 e 13 anos, trabalham limpando vidros nos semáforos da Avenida Antônio Carlos Magalhães para conseguir, ao final do dia,  dinheiro para comprar o pão que vai alimentar a mãe e os quatro irmãos. Moradores da comunidade da Polêmica, em Brotas, os jovens estão, desde 2011, fora das salas de aula. Na família dos dois, esta realidade é comum: nenhum dos irmãos está regularmente matriculado na escola.
Segundo João, a decisão de afastar os filhos da escola partiu da própria mãe, vendedora de água mineral nos semáforos, que, ao se separar do marido, precisou que os filhos trabalhassem para "ajudar a colocar comida dentro de casa". Hoje, o menino diz não sentir falta da escola. "Aqui também brinco e tenho amigos. Sei até fazer conta de multiplicar e dividir, de cabeça", gaba-se. Já Iracema conta que tem vontade de retornar à rotina escolar: "Eu gostava de fazer o dever de casa, pintar e de arrumar a minha mochila todos os dias. Hoje, não tem mais jeito, tenho que vir trabalhar. Mas minha mãe disse que ano que vem a gente vai voltar".
Estatísticas - Os dois não sabem, mas eles fazem parte de uma triste estatística: na Bahia, cerca de 290 mil crianças e adolescentes, de 10 a 17 anos, trabalham indevidamente, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2011, do Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa e Estatística (Pnad/IBGE). Em números absolutos, a Bahia ocupa o terceiro lugar no ranking dos estados com maior número de crianças e adolescentes trabalhadores, ficando atrás de São Paulo (553 mil) e Minas Gerais (349 mil). O número corresponde a 13,5% do total de crianças e adolescentes na mesma faixa etária do Estado. Em percentuais, a Bahia é o 10º estado no que se refere ao índice de trabalho infantojuvenil.
De acordo com o coordenador nacional do Programa Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil (Ipec), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Renato Mendes, o trabalho infantil, atualmente, assumiu um perfil diferente do que se observava em 1992, quando as políticas para a erradicação do problema se efetivaram. "Há 20 anos, quando foi criado o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti),  o perfil do pequeno trabalhador  explorado era diferente de hoje. Estudos comprovam que, hoje, 40% das crianças e adolescentes que trabalham já não fazem só por causa da pobreza, mas sim porque querem ter acesso aos bens da modernidade, como celular, smartphones, tablets, roupas", explica.
* Nomes fictícios



Escrito por Luana Almeida - A Tarde



Ética, Moral e Valores


ÉTICA MORAL E VALORES

       “O homem, quando guiado pela ética, é o melhor dos animais; Quando sem ela, é o pior de todos.” Aristóteles (384 – 322 a.c). O processo ético de uma gestão prisional de forma geral, não deve ser abordado, se antes não fizermos um breve passeio em três aspectos: o princípio ético, a moral e os valores, que devem ser bem digeridos, pois são de fundamental importância e terão papel significativo no discorrer desse artigo, apontando assim os mecanismos que facilitarão o entendimento da matéria.

ÉTICA

        É o método de agir das pessoas, a princípio pode parecer absolutamente individual, por consistir em uma ação praticada por um sujeito a partir de seu posicionamento no mundo e de uma decisão por ele tomada. Adquirem outras dimensões, quando verificamos que esse posicionamento envolve direta ou indiretamente, outros indivíduos e que mesmo apresentando-se como produto de uma escolha livre e consciente do sujeito, de fato, ele representa as circunstâncias históricas do agente, sua história pessoal e sua herança familiar e cultural. (Passos, 2004, p. 23)  

  MORAL

        Conjunto de normas, aceitas livres e conscientemente, que regulam o comportamento individual e social dos homens.
        A moral se diferencia da Ética por seu conteúdo explicativo no âmbito das idéias que definem certo e errado, justo e o injusto e o bom e o mal, e outros termos que prescrevem e moldam as ações humanas.
        A Ética esta ligada ao princípio e valores que norteiam a nossa conduta e a moral é a prática desses valores.

 VALORES

       São critérios segundo os quais valorizamos a desvalorizamos as coisas; são as razões que justificam e motivam as nossas ações, tornando-as preferíveis a outras.
        Os valores não são coisas, nem simples idéias que adquirimos mais conceitos que explicam nossas preferências, vários são os valores, como: Valores Éticos, referente às normas e critérios de conduta, ex: honestidade, verdade, lealdade, altruísmo, bondade; Valores Estéticos, referente à expressão, ex: harmonia, belo, feio, sublime e trágico; Valores Religiosos, referente ao homem com a transcendência, ex: sagrado, pureza, santidade, imparcialidade, cidadania, liberdade; e Valores Vitais, ex: saúde e força.
        "Os maiores problemas enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos se melhorarmos nossa compreensão do comportamento humano (...). O behaviorismo oferece uma alternativa promissora..." (SKINNER, 1974/2004, p.11).

ÉTICA NAS GESTÕES PRISIONAIS

       O sistema prisional brasileiro todos nós sabemos, se encontra em condições precárias em todos os sentidos: no que se refere à política sócio- econômica, um judiciário sucateado, código penal ultrapassado, gestores descompromissados com a reinserção social do preso, unidades prisionais fisicamente sem condições na sua maioria em abrigar os detentos, e uma série de outros problemas que afetam o cárcere brasileiro.
       Assim, é um grande desafio para os gestores desse ramo: ter, conseguir manter e servir ainda de exemplo ético e moral para uma sociedade vista como corrupta e passiva do “ jeitinho brasileiro”.
       Essa abordagem serve apenas para chamar atenção como o sistema prisional pode ser uma grande armadilha para seus gestores, com o advento do crime organizado que é um controle paralelo ao governo e, deve ser melhor observado, pois não só a corrupção ficou favorecida, mais também a possibilidade a uma espécie de barganha negativa como: seqüestros, extorsões, intimidações e ameaças a si e a outrem dificultando de forma contundente a manutenção da conduta e dos procedimentos éticos morais dos gestores prisionais.
       Entendermos que a ética independe do seguimento, ela é do homem, contudo a capacidade crítica e analítica de um gestor prisional deverão ser orientados pela observação das leis e por princípios éticos.
       Um gestor não terá dificuldade de administrar o sistema prisional, pautado nos princípios éticos, em valores que direcionam a conduta humana e o uso da moral, o seja, a prática desses valores, são ingredientes eficazes para o bom andamento da sua gestão.
       Agir eticamente deixa de ser uma escolha e passa então a ser imperativo,  estratégico para a sobrevivência. (SROUR,1994)     
 
CONCLUSÃO

       Dentro do que foi visto e exposto, a Ética no que se refere as gestões prisionais, não  difere das outras, pois entendemos que a ética é comportamento uniforme e deve ser inerente ao homem, alguns seguimentos da vida, exige mais por força da exposição, mas cabe principalmente aos gestores prisionais entenderem as responsabilidades e o significado de uma  postura ética e, conduzirem de forma moral as suas atitudes. Portanto apesar do sistema prisional ser uma porta aberta, uma possível armadilha para a quebra da moral e da ética, cabe aos gestores envolvidos nesse processo,  manterem-se firmes nos seus propósitos, fortalecendo cada vez mais seus valores éticos e morais e, servindo de exemplo para seus seguidores e comandados. “O comportamento que qualificamos de moral de tipos especiais de contingência sociais organizadas por governos, religiões, sistemas econômicos e grupos éticos. Precisamos analisar tais contingências se pretendermos construir um mundo em que as pessoas ajam moral e equitativamente, é um primeiro passo nessa direção é descartar a moralidade e a justiça como possessões pessoais.“ (Skinner 1974, p. 244). Desse modo, no que tange ao perfil do Gestor Prisional no quesito Ética, faz-se necessário adequar um conjunto com valores morais, de forma que impliquem diretamente nas diversas áreas do sistema Prisional gerenciando e modelando as atividades profissionais, no sentido de padronizar procedimentos que amenizaram sensivelmente o impacto nos padrões Éticos, possibilitando a formação de novas culturas de bem estar coletivo.        
                                                                                                                    
REFERÊNCIAS

VAZQUEZ, Adolfo S. Ética, Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, São Paulo 1999
PASSOS, Elizete. Ética nas Organizações, São Paulo: Atlas, 2004
Revista Maishumana, www.uff.br/maishumana. Acesso em 30 de julho de 2012
DINIZ, Eduardo Albuquerque Rodrigues. Realidade do Sistema Penitenciário Brasileiro. Jus Navigandi, Teresina. Ano 1, n1, Nov. 1996 disponível em: acesso 04 maio 2009.
COIMBRA, Jose de Ávila (org.). Fronteiras da Ética. São Paulo: Editora SENAC, 2002.
Revista Phrónesis, Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Filosofia da PUC-Campinas.   

quarta-feira, 7 de março de 2012

Em Mato Grosso do Sul, gagos têm desconto no celular

BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

A falta de definição sobre regras nacionais na telefonia gerou pelo menos um caso inusitado, no Estado de Mato Grosso do Sul: desde 2009, uma lei estadual exige desconto de 50% nas tarifas de telefone celular "aos cidadãos portadores de distúrbios na fluência e temporalização da fala". Ou seja: os gagos pagam metade da conta do celular por levar mais tempo para falar o mesmo que outras pessoas.
A legislação foi apelidada pelo setor de telefonia móvel como "Lei do Gago" e vem sendo questionada na Justiça pelas operadoras de telefonia, que reclamam da dificuldade de fiscalização desse benefício.
De acordo com o texto da lei estadual, o desconto na conta dos telefones celulares vale para quem "apresentar avaliação efetuada por fonoaudiólogo especializado em fluência, comprovando a sua condição".
A legislação sul mato-grossense também determina que as operadoras devem instalar nos telefones "bloqueadores visando a não utilização indevida", algo que as empresas dizem ser impossível de fazer.
A Associação Brasileira de Gagueira aprovou a legislação adotada em Mato Grosso do Sul, segundo nota publicada na sua página na internet. Segundo dados divulgados no site da Associação, no Brasil, são 2 milhões de gagos, sendo 20 mil pessoas portadores de deficiência na fala em Mato Grosso do Sul.
Insegurança. Organizações de gagos no Reino Unido e nos Estados Unidos, bem como a associação brasileira, citam medo e insegurança de pessoas com gagueira em relação ao uso do telefone, e oferecem dicas para lidar com isso. Segundo o Instituto Brasileiro de Gagueira, esse tipo de distúrbio na fala é um sintoma, e não uma doença.

USP é universidade que mais forma doutores no mundo

A USP é a universidade que mais forma doutores mundialmente. A constatação é do Ranking Acadêmico de Universidades do Mundo (ARWU, na sigla em inglês), elaborado pelo Centro de Universidades de Classe Mundial (CWCU) e pelo Instituto de Educação Superior da Universidade Jiao Tong, em Xangai, na China, que aponta a universidade paulista como a primeira colocada em número de doutorados defendidos entre 682 instituições globais.

Em segundo e terceiro lugares estão a Universidade da Jordânia e a Universidade de Tóquio, respectivamente. Harvard aparece em 12º lugar.
A segunda brasileira no ranking é a Unicamp, que aparece em 38º lugar. A Unesp vem em 55º.
O ranking também indica a USP como a terceira colocada em verba anual para pesquisa, entre 637 universidades, além de a quinta em número de artigos científicos publicados, entre 1.181 instituições em todo o mundo, e a 21ª em porcentagem de professores com doutorado em um universo de 286 universidades.
Na avaliação de Vahan Agopyan, pró-reitor de Pós-Graduação da USP e membro do Conselho Superior da Fapesp, a liderança mundial na formação de doutores, apontada pelo levantamento global, deve-se à tradição da pós-graduação da USP no Brasil.
Em 1965, quando foram definidas as novas diretrizes da pós-graduação no país, baseadas no trabalho de Newton Sucupira (1920-2007) – responsável pela criação do Conselho Federal de Educação, atualmente Conselho Nacional de Educação – a USP já possuía um número muito expressivo de docentes com doutorado, e se destacou como a universidade que viria a suprir a demanda do país por mestres e doutores.
“Nas décadas de 1970 e 1980, praticamente metade dos doutorados no Brasil eram realizados na USP, e hoje mais de 20% dos pós-graduandos no país também obtém o título de doutor aqui. Isso permitiu que a universidade se tornasse um grande centro mundial de pós-graduação, agora confirmado por esse ranking internacional”, disse Agopyan à Agência Fapesp .
Nos últimos dez anos tem diminuído o número de mestrandos e de doutorandos na USP. Em 2011, pela primeira vez o número de doutorandos na universidade, que celebrou em agosto a concessão de 100 mil títulos de pós-graduação, foi maior que o de mestrandos.
“É um reflexo do aumento no número de programas de mestrado oferecidos em todo o país. Em função disso, os pós-graduandos estão preferindo realizar mestrado em sua própria região e procuram a USP para fazer doutorado ou alguma outra atividade mais especial”, avaliou Agopyan.
Por outro lado, o número de estudantes de pós-graduação da USP tem se mantido estável nos últimos anos. Atualmente, a universidade conta com cerca de 23 mil alunos de pós-graduação stricto-sensu e titulou 2.192 doutores e 3.376 mestres em 2011 – números que oscilaram pouco nos últimos 15 anos.
“Nós já somos grandes e estamos trabalhando no máximo da nossa capacidade há vários anos. Cada um dos nossos docentes tem, em média, mais de cinco orientandos, que é um número elevadíssimo”, afirmou Agopyan.
Segundo o pró-reitor, esse fenômeno também é comum às principais universidades no mundo, como as norte-americanas, europeias e chinesas listadas no ranking, cujo número de pós-graduandos também está bastante estável e seus programas de pós-graduação operam no limite de suas capacidades.
Um dos fatores atribuídos por Agopyan para a USP continuar liderando a formação de doutores é a atuação da universidade em todas as áreas do conhecimento, sendo que as universidades no exterior normalmente têm algumas áreas de especialidade. “Somos uma instituição pluridisciplinar”, destacou.
Na avaliação de Agopyan, o desafio agora é ser não apenas a maior, mas a melhor em formação de doutores no mundo. Para isso, a USP tem buscado padrões internacionais de qualidade, por meio da promoção da mobilidade de seus docentes e alunos para outros países, da avaliação e do apoio aos seus programas de pós-graduação. “Não queremos apenas quantidade, mas sim qualidade”, afirmou.
A Fapesp desembolsou R$ 277,3 milhões em 2010 com Bolsas no país, dentro de seu Programa de Bolsas. Desse total, por vínculo institucional do pesquisador responsável pelo projeto ou do bolsista, a USP recebeu R$ 132,7 milhões (ou 47,87%).  Em 2010, a Fapesp concedeu 1.362 bolsas de doutorado e doutorado direto. 
Outras universidades brasileiras que figuram entre as dez mais bem colocadas no ranking latino-americano são a Universidade Federal de Santa Catarina, a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Universidade de Brasília e a Universidade Federal do Paraná. 
Matéria do Estadão.com.br/ Educação

Vereadores podem comprar projetos prontos pela internet

O candidato a vereador nas eleições de outubro em qualquer um dos 5.565 municípios brasileiros poderá dispensar o preparo técnico, político ou administrativo. Se eleito, poderá deixar-se tomar pela preguiça. Bastará dispor de R$ 19,90 para comprar pacotes de projetos de lei pela internet e os apresentar nos Legislativos municipais como sendo seus.

Pelo menos três endereços virtuais da rede mundial de computadores oferecem para as próximas eleições serviços especiais aos candidatos, com promessas de trabalho personalizado e até discursos exclusivos.

Os temas em pauta vão do esporte à educação, do meio ambiente ao lazer, da proteção ao idoso à proteção à mulher. O serviço a R$ 19,90 é de propriedade do mineiro Manoel Amaral, no endereço http://www.casadosmunicipios.com.br.

Nos sites também são oferecidas fórmulas para projetos que visam a criar casas de cultura, turismo, ouvidoria do povo, normas urbanísticas, ocupação e parcelamento do solo, fusão e supressão de distritos, editais de contratação de servidores por tempo determinado, regulamentos do INSS, concessão de serviços de táxi.

Há ainda mais opções disponíveis. Pela internet, o candidato poderá receber um curso sobre lei orçamentária, autorização para a instalação de postos de combustíveis, criação de unidades fiscalizadoras municipais, plano de carreira de servidores, curso para dar estabilidade a servidores. Enfim, temas do cotidiano das pessoas que vivem nos municípios e que vão votar nos vereadores que ocuparão as Câmaras Municipais pelos próximos quatro anos.

Do ramo
Outro dono dos serviços oferecidos aos candidatos a vereador é o ex-vereador José Gilberto de Souza, de Campo Mourão, no Paraná. Os preços são mais salgados. Ele oferece pacotes com cerca de 1,5 mil projetos de lei. O menor, com dez projetos, custa R$ 200. O maior, com 100, sai por R$ 1,2 mil.

"Cada um escolhe o projeto conforme o seu perfil. Eu faço as adaptações de acordo com o tamanho da cidade e região", disse Souza. Isso tudo, segundo ele, para evitar que os projetos de vários vereadores em cidades diferentes sejam exatamente iguais.

Para falar direito

O jornalista Roberto Rech, dono do portal www.assessoriapolitica.com, do Rio Grande do Sul, oferece aos candidatos kits de atuação política, cursos para falar bem diante do público, discursos prontos e até assessoria de imprensa. Mas se recusa a vender projetos. "Isso é picaretagem", acusa ele. "Eu não faço projetos. Se alguém me procura, o oriento sobre o que deve fazer." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Reflexão

Assunto: PRIMAVERA BAIANA - Antonio Risério
Embora o meu sentimento seja de urgência, quero conversar com calma, que o assunto é sério: Salvador.
Numa de suas peças de teatro, Shakespeare faz a pergunta fundamental: “O que é a cidade, a não ser as pessoas?”.
E me lembro disso porque nesta semana um amigo me disse, em tom de quase desencanto: “Nosso maior problema, em Salvador, é que não sabemos nos ver como cidadãos”. Está certo. E, neste sentido, o maior problema atual de Salvador somos nós mesmos.
A cara de Salvador não pode ser a da “grand vendeuse”, a da balconista-mor Ivete Sangalo, em pose autoritária, dizendo a frase imbecil: “Quem tem força, tem preço”. Em Salvador, hoje, devemos dizer coisa bem diferente: precisamos levantar a cabeça, recuperar a disposição, buscar o entusiasmo, nos mobilizar para dizer, alto e bom som, que não aceitamos o que estão fazendo com a nossa cidade. Chega de passividade. Se o que está acontecendo com Salvador (avacalhação e destruição da cidade) estivesse acontecendo em Porto Alegre, Curitiba ou São Paulo, não tenham dúvida: gaúchos, curitibanos e paulistanos teriam subido nas tamancas e saltado na goela da prefeitura.

E nós, não vamos fazer nada? Felizmente, parece que sim, que é possível. As pessoas começam a protestar aqui e ali. Exemplo disso, entre outros, foi o artigo que Fredie Didier Jr. publicou neste jornal, no domingo passado. “Salvador não passa por um bom momento histórico”, escreveu Didier. “Não falo da crise em sua monumentalidade: Pelourinho abandonado, metrô inacabado, ruas sujas. Embora grave, este tipo de problema é de solução mais fácil. Não me refiro, igualmente, à violência que nos assola. A violência impressiona, mas não destoa do que acontece em outras metrópoles. Falo de outra espécie de crise, mais profunda e de efeitos mais deletérios. Salvador está em crise existencial”.
A cidade apequenou-se, conclui Didier. Para, então, incitar: “Temos de retomar a nossa caminhada e refundar a cidade. Dar início a uma espécie de Renascença baiana”. Mais: “Salvador merece que façamos tudo isso por ela e a gente merece voltar a sentir orgulho da nossa cidade”. Perfeito. Já um outro amigo meu, apropriando-se da expressão hoje em voga para falar das grandes transformações que rolam no mundo árabe, me apareceu com uma frase ótima: “Precisamos promover alguma espécie de primavera baiana”. Sim, acho que está mais do que na hora de começar isso. É claro que não se trata de nenhuma comparação com o Oriente Médio.
O que queremos é dar um jeito na cidade. Salvador sofre, hoje, com uma coincidência infeliz: uma desprefeitura que mescla estupidez e incompetência e um governo estadual omisso diante dos problemas da cidade (e, como me diz ainda um outro amigo: “Menos com menos só dá mais na abstração matemática; na vida real, menos com menos dá menos ainda”). Mas não estamos condenados a assistir a isso sem dizer ou fazer nada. Em nome de nossas melhores tradições contestadoras, estamos na obrigação de nos mobilizar. Podemos, sim, promover uma primavera baiana.
Basta querer. Somar as nossas vozes nessa direção. Na mídia tradicional e na internet. Em blogs, no facebook, no twitter. Vamos bater na mesa e dizer que cidade nós queremos. Salvador, hoje, não é somente uma cidade abandonada, que está sendo progressivamente destruída. Mais que isso: é uma cidade humilhada. E não temos razão alguma – existencial, cultural, política ou histórica – para engolir esta humilhação. A hora é de aglutinar protestos isolados, manifestações soltas, vozes pontuais. Ou nos aproximamos e batemos na mesa, para reverter a situação atual e escorraçar a estupidez e a inércia, ou a cidade vai naufragar de vez. É hora de Salvador voltar a ser ativa, altiva e criativa – como já foi em outros momentos.
Em nossa história, temos diversos exemplos de enfrentamento e superação de reveses e crises. Não é agora que vamos nos comportar frouxamente, como se esta cidade fosse uma cadela trêmula, com o rabo entre as pernas – e não o lugar onde teve início a aventura civilizacional brasileira.

Antonio Risério  - Perfil retirado do interblogs.com.br/antonioriserio/bio
Antonio Risério nasceu na Cidade da Bahia em 21 de novembro de 1953. É poeta, escritor e antropólogo. Fez política estudantil em 1968, mergulhou na viagem da contracultura, editou revistas de poesia experimental na década de 70 e escreveu para a imprensa brasileira. Teve suas parcerias poético-musicais gravadas por diversas estrelas da música popular brasileira, como Caetano Veloso. Integrou a equipe que coordenou a implantação da televisão educativa na Bahia, foi um dos criadores e diretores da Fundação Gregório de Mattos, concebeu e dirigiu o Centro da Referência Negromestiça (Cerne). São de sua autoria os argumentos e roteiros para a série O povo brasileiro, adaptação para a televisão da obra de Darcy Ribeiro.

Dentre os seus livros, destacam-se: Carnaval Ijexá - notas sobre os blocos e afoxés do novo carnaval afrobaiano, 1981; O poético e o político (em parceria com Gilberto Gil), 1988; Caymmi - uma utopia de lugar, 1993; Textos e tribos – poéticas extraocidentais nos trópicos brasileiros, 1993; Avant-garde na Bahia, 1996; Oriki Orixá, 1996; Ensaio sobre o texto poético em contexto digital, 1998; e A Via Vico e outros escritos, 2000. Tem poemas editados em antologias no Brasil e no exterior

Aqui cabe as minhas desculpas antecipadas a todos, caso o texto em questão não for da autoria de Antonio Risério.
VS

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Utilidade

Armadilha para captura de Pernilongo

SERVE PARA QUALQUER PERNILONGO, e MESMO O DA DENGUE, MOSQUITOS e INSETOS VOADORES:

Como matar mosquitos ecologicamente correto.


Para ajudar com a luta contínua contra os mosquitos da dengue e a  dengue hemorrágica, uma idéia é trazê-los para uma armadilha que pode matar muitos deles.
O que nós precisamos é, basicamente:

200 ml de água,
50 gramas de açúcar mascavo,
1 grama de levedura (fermento biológico de pão, encontra em qualquer supermercado ) e
1 garrafa plástica de 2 litros


Como fazer:

1. Corte uma garrafa de plástico (tipo PET) ao meio. Guardar a parte do gargalo:
Armadilha para capturar Pernilongo (cortar ao meio e reservar o gargalho)


2. Misture o açúcar mascavo com água quente. Deixe esfriar. Depois de frio despejar na metade de baixo da garrafa.
Armadilha para capturar Pernilongo (despeje o açúcar mascavo)

3. Acrescentar a Levedura . Não há necessidade de misturar. Ela criará dióxido de carbono.

Armadilha para capturar Pernilongo (levedura cria dióxido)

4. Colocar a parte do funil, virada para baixo, dentro da outra metade da garrafa.

Armadilha para capturar Pernilongo (funil virado para baixo)

5. Enrolar a garrafa com algo preto, menos a parte de cima, e colocar em algum canto de sua casa.

Armadilha para capturar Pernilongo (enrolar em algo preto)

Em duas semanas você vai ver a quantidade de pernilongos e mosquitos que morreu dentro da garrafa.

Armadilha para capturar Pernilongo (veja o resultado)

Além da limpeza de suas casas, locais de reprodução de pernilongos e mosquitos, podemos utilizar este método muito útil em escolas, creches, hospitais, residências, sítios, chácaras, fazendas, floriculturas. etc.


Não se esqueça da Dengue nos próximos meses: este pernilongo pode matar uma pessoa!



 Divulgue!

domingo, 9 de outubro de 2011

Reflexão

Presídios Sustentáveis
                Vilton Souto
Que o sistema prisional está falido, todos nós sabemos, mas saber que nada é feito para diminuir o caos, é vergonhoso. Tenho pensado muito a esse respeito, e acho que tenho dever de através desse Blog  chamar atenção da sociedade sobre Políticas Publicas Sustentáveis, que possam aliviar e ao mesmo tempo criar alternativas para transformar os presídios em auto-sustentáveis. Vale apena ressaltar que os gastos do Estado com água, luz e demais serviços são gigantescos, podendo viabilizar esses recursos em  projetos sustentáveis arrojados e inovadores diminuindo assim os gastos com esses serviços e, investindo em dois segmentos: o primeiro, com funcionários que necessitam de reciclagem, treinamento, relações humanas, atendimento psicológico, equipamentos etc; O segundo, refere-se aos reclusos que precisam de maior assistência jurídica, atendimento médico, condições melhores de instalação, espaços físicos adequados.
Percebemos que tudo é feito em escalas desproporcionais, sem a preocupação de um planejamento sério e eficaz que atenda as reais necessidades do sistema prisional, onde as verbas são acomodadas em questões de pouca relevância que não cumprem o seu objetivo na sua totalidade, não permitem uma melhor qualidade de trabalho ao funcionário, resultando também num baixo índice de ressocialização. Diante disso, os esforços não são proativos. Ora, se o agente é um instrumento ressoalizador e não recebe um tratamento melhor, se o recluso não recebe uma melhor assistência... os objetivos não serão alcançados.
Na Bahia chove muito e faz Sol demais, é inadmissível não se utilizar dos recursos que a natureza proporciona para tornar os presídios já existentes e as futuras contruções  em espaços sustentavéis.
Em suma, a questão que quero levantar é sobre a redução de   gastos do dinheiro público  em serviços como água e luz, utilizando projetos de sustentabilidade. E, que o valor poupado sirva para amenizar os problemas econômico-sociais no cárcere e proporcionar um aumento nos índices de ressocialização.